Conferências

Achille Mbembe é filósofo camaronês, professor de história e ciências políticas na Universidade de Witwatersrand em Joanesburgo e pesquisador do Wits Institute for Social and Economic Research (WISER). É autor, entre outras obras, de Brutalismo (2020), Políticas da inimizade (2016), Crítica da razão negra (2013), Sair da grande noite: ensaio sobre a África descolonizada (2010). Ele é vencedor dos prêmios Gerda Henkel e Ernst Bloch em 2018.


Ailton Lacerda Krenak é líder indígena, ambientalista e escritor brasileiro. Conhecido internacionalmente pela proteção ao meio ambiente e por sua visão de sociedade para além do mundo perecível. Participou da Assembleia Nacional Constituinte que elaborou a Constituição Brasileira de 1988. Doutor honoris causa pela Universidade Federal de Juiz de Fora; foi agraciado recentemente com o prêmio Juca Pata, como o Intelectual do Ano, concedido pela União Brasileira de Escritores. Autor dos livros Ideias para adiar o fim do mundo (2019), O amanhã não está à venda (2020), A Vida Não é Útil (2020) e Ailton Krenak: Encontros (2015).


Carlos Alberto Silva é psicanalista e membro do EBEP. Participou ativamente das discussões políticas que conduziram à constituição do EBEP como instituição horizontal e plural. Foi presidente do EBEP-Rio entre 2008 e 2010.


Christian Hoffmann é psicanalista, professor honorário da Université de Paris e membro da associação Espace Analytique. Seus principais temas de pesquisa são populismo, trauma, guerra e civilização, adolescência e borderline. É autor, entre outras obras, de Une nouvelle lecture du populisme: Psychanalyse et politique (org. com J. Birman, 2019), Trauma dans la civilisation: Terrorisme et guerre des identités (com R. Chemama, 2018), Psychiatrie, neurosciences et psychanalyses, quels enjeux? (2014) e Des cerveaux et des hommes: Nouvelles recherches psychanalytiques (2007).


Dulce Chaves Pandolfi é historiadora, graduada em Ciências Sociais pela Universidade Federal Fluminense, mestre em Ciência Política pelo IUPERJ e doutora em História pela Universidade Federal Fluminense. Especialista em História do Brasil republicano, vem trabalhando com o tema dos movimentos sociais, da cidadania e dos direitos. Realizou pesquisas em comunidades de baixa renda. De 2004 a 2014, foi diretora do Instituto Brasileiro de Análises Econômicas e Sociais (Ibase). Fez parte também da diretoria do Centro de Estudos Celso Furtado. Foi pesquisadora do CPDOC da Fundação Getúlio Vargas durante quase 40 anos. Atualmente está vinculada à Universidade da Cidadania da Universidade Federal do Rio de Janeiro.


Fátima Lima é antropóloga e professora associada da UFRJ/campus Macaé, do Programa Interdisciplinar de Pós-Graduação em Linguística Aplicada/Letras/UFRJ, e do Programa de Pós-Graduação em Relações Étnico-raciais PPRER/CEFET. Coordena o grupo de pesquisa ORÍ – grupo de estudos e pesquisa em raça, gênero e sexualidade. É também colaboradora da ONG Casa das Pretas.


Franklin Martins é jornalista. Foi, durante muitos anos, um dos principais comentaristas políticos da imprensa brasileira. Trabalhou em alguns dos mais importantes órgãos de comunicação do país e correspondente do Jornal do Brasil em Londres. De 2007 a 2010, durante o segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ocupou o cargo de ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. É diplomado pela Escola Superior de Altos Estudos em Ciências Sociais da Universidade de Paris (1977). Autor dos livros “Jornalismo Político” (2005) e “Quem foi que inventou o Brasil? – a música popular conta a história da República” (2015), entre outros.


Joel Birman é psicanalista brasileiro, membro do EBEP, professor titular e pesquisador do PPGTP/UFRJ, professor associado da École Doctorale de Psychanalyse da Université Paris VII. Organizou, junto com Christian Hoffmann, o livro Psicanálise e Política: uma nova leitura do populismo (Instituto Langage, 2018). Publicou recentemente Genealogia do Narcisismo (Instituto Langage, 2019) e Cartografias do Avesso – Escrita, Ficção e Estéticas de Subjetivação em Psicanálise (Civilização Brasileira, 2019).


Olivier Douville é psicológo clínico e psicanalista, professor na Université Paris Ouest Nanterre e diretor da revista Psychologie Clinique. Seu trabalho está focado em construir pontes de pesquisa e ensino entre a psicanálise e a antropologia. É membro da associação Espace Analytique desde 2004, onde conduz seminários, e da Association Française des Anthropologues desde 2008. É um dos organizadores do Seminário “Antropologia e Psicanálise: Visões – teorias e terrenos” desde outubro de 2011 (Paris, EHESS, Maison Suger). Autor de livros como De adolescence errante (Pleins Feux, 2007), Chronologie de la psychanalyse du temps de Freud (1856-1939), Guerres et traumas, publicado por Dunod (2009 e 2016) e diversos artigos sobre a psicologia clínica, antropologia e política.


Sidi Askaforé é Psicanalista, A.M.E. da École de Psychanalyse des Forums du Champ lacanien, professor de Psicologia clínica do sujeito e diretor de pesquisa na Université Toulouse 2 – Jean Jaurès, pesquisador do Laboratório Clínicas Patológica e Intercultural (LCPI). Escreveu diversos artigos sobre psicanálise, ciência moderna e sua relação com a ideologia e a cultura, sujeito, política, laço social e sintoma na contemporaneidade. É autor de D’un discours l’Autre : la science à l’épreuve de la psychanalyse (2013).


Tereza Campello é economista brasileira, formada pela Universidade Federal de Uberlândia e doutora em Saúde Pública pela FioCruz. Foi ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome durante os dois mandatos da presidenta Dilma Rousseff. No período em que esteve à frente do Ministério coordenou a elaboração, implementação e execução da política nacional para erradicação da extrema pobreza, o plano Brasil Sem Miséria. Coordenou também as políticas nacionais de Assistência Social e de Segurança Alimentar e Nutricional, além do Programa Bolsa Família e Cisternas.